06/10/2020

Reconstruindo a Autoestima

Quando uma mulher que estava no tratamento de câncer entrou no estúdio de Sergio Leds, ele se preparou para fazer aquilo que amava, desenhar e colorir a pele das pessoas. Mas ela foi bem clara ao informar que não gostava de tatuagens, estava ali apenas para fazer um desenho que cobrisse o local da aréola, que havia sido retirada após uma mastectomia. Naquele momento ele soube que devia encontrar uma solução para o problema, “acabei sugerindo a reprodução da aréola que ela tinha do outro lado, porque se ela fosse fazer uma tatuagem, no caso, como ela não gostava, seria uma grande candidata a se arrepender, então a gente procurou essa solução e deu certo. A partir dali eu passei a fazer, porque o médico dela viu, gostou e outras pessoas começaram a procurar para fazer a aréola”. Foi assim que no começo dos anos 90 as tatuagens de reconstrução começaram no Estúdio Leds, que hoje está localizado na Av. Ibirapuera em Moema.

Depois de uma viagem pela Europa em 1992, Sergio descobriu um livro sobre camuflagens e maquiagens permanentes, chamada de tatuagem estética reparadora, ali ele se deu conta que a técnica existia há muitos anos e que poderia se popularizar ainda mais. 

Agora, durante todo o ano, ele faz um trabalho voluntário para mulheres que passaram pelo SUS e campanhas promocionais, “as campanhas trazem a autoestima de volta para as pessoas e eu gostei bastante dessa questão, porque nos envolvemos emocionalmente com o caso de cada cliente, como ela superou o câncer e aquelas que ainda estavam em tratamento, foi muito legal”, e conclui que “o objetivo é que o nosso projeto faça as pessoas mais felizes, é ter o propósito maior de poder ajudar”.

É o caso de Rosely Barrela de 65 anos, em 2015, após 3 anos da mastectomia, ela realizou o procedimento com o tatuador, e garante, “tive a experiência de ficar sem mamilo e aréola por bastante tempo. Então, posso afirmar, seguramente, que o trabalho do Sergio tem grande relevância, impactando profundamente na elevação da autoestima, fazendo uma imensa diferença na vida de alguém que já passou pela traumatizante experiência do diagnóstico de câncer de mama e pelo árduo caminho do tratamento.”

Durante todo o mês de Outubro, a campanha de Resgate a Autoestima se intensifica, afinal o Outubro Rosa, tem o intuito de compartilhar informações sobre o câncer e conscientizar as mulheres sobre a importância do diagnóstico precoce da doença, porque ele possibilita em 95% a chance de cura. A fisioterapeuta, Taluana Jamel de 43 anos, não precisou retirar a aréola graças ao diagnóstico precoce fazendo o autoexame, ela fez o desenho de uma fênix com o Sergio, para representar toda a transformação que aconteceu, hoje brinca que “recruta” diversas mulheres para realizarem o procedimento com o tatuador, “faço parte de vários grupos por causa da minha página Pitada Positiva, onde eu ajudo muitas mulheres e dou dicas, como fisioterapeuta eu atendo muitas, uma ajuda a outra, eu sempre pergunto quem está precisando fazer a tatuagem, oriento para o pedido de autorização médica e encaminho para o Sergio.” E, conclui sobre o papel da autoestima no tratamento, “a autoestima vai ajudar também no tratamento, se a mulher tá bem com ela mesma, o tratamento fica mais leve, isso faz com que o tratamento seja eficaz.”

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é o que mais acomete as mulheres no país. Em 2019, foram descobertos 59.700 casos novos. A incidência da doença é maior nas mulheres a partir de 40 anos.

Por isso é importante que as mulheres conheçam o seu corpo, estejam atentas a qualquer alteração e saibam que existem muitas pessoas com o propósito de ajudar nessa trajetória de reconstruir a autoestima. 

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Quando uma mulher que estava no tratamento de câncer entrou no estúdio de Sergio Leds, ele se preparou para fazer aquilo que amava, desenhar e colorir a pele das pessoas. Mas ela foi bem clara ao informar que não gostava de tatuagens, estava ali apenas para fazer um desenho que cobrisse o local da aréola, que havia sido retirada após uma mastectomia.

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